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A Cidade do Apóstolo sabe receber mas é no frio que me sinto em casa!


artur Filipe dos Santos conferência em Santiago de Compostela

Permitido a transcrição completa e parcial deste artigo con a seguinte cita Santos, Artur Filipe. “A Cidade do Apóstolo sabe receber mas é no frio que me sinto em casa!”. Porto, 31 de Julho de 2016. Disponivel em https://goo.gl/vamBRp. Acedido a…)

O romance de D. Gaifeiros apresenta-nos a história de um trovador de Santiago, nascido na Virxe de Bonaval (onde se encontra o Mosteiro de S. Domingos, atual Museu do Povo Galego) que ajuda um velho nobre (D. Gaifeiros) a terminar a sua demanda a Compostela para finalmente descansar aos pés do Senhor Santiago.

Um exemplo de como Santiago de Compostela e as suas gentes sabem receber. Por essa razão considero a capital da Galiza como uma segunda terra para mim (assim como Pontevedra, confesso).

Mas a atmosfera da cidade-ícone do fim do Caminho diz-me mais no Outono e no Inverno onde apenas se vê nas ruas estreitas e milenares o som do falar do “autóctones” e dos passos cansados dos peregrinos mais audazes, que depois de tantos quilómetros a caminhar ou a pedalar debaixo de chuva ou neve nalguns dos trechos mais difíceis dos caminhos (como por exemplo os Pirinéus ou O Cebreiro ou mesmo a Cruz del Hierro onde as condições climatéricas são extremas), finalmente encontram refúgio no “nartex” que antecede o Pórtico da Glória. Livre dos exagerados turistas e artistas de rua demasiado exuberantes que invadem no Verão e dias mais amenos da Primavera as quatro praças à volta da Catedral, é nos tempos que convidam ao calor da lareira que me sinto mais em casa na cidade Santiago de Compostela.

P.S Para compreenderem este texto na totalidade têm mesmo de o Romance de Gaifeiros.

Nas imagens: 1-“História do Cavaleiro D. Gaifeiros”, Edições Ínsula.

2- Foto da autoria de Carlos Silva, obtida em visita de estudo realizada a Julho de 2016.

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